Futuro da Música

quinta-feira, 12 de agosto de 2010 comentários: 10

Seria esse o futuro da música?

Como conseguir levar à sério algo que está sendo cada vez mais banalizado? o objetivo dessa postagem é mais uma tentativa de fazer as pessoas, sejam elas musicistas ou não, darem valor à uma expressão de arte tão maravilhosa que é a música. O que mais pode aparecer? Quais caras novas a gente vai ver? Hoje o palco é uma passarela onde modelos com cabelinhos bonitinhos e roupinhas coloridas fazem o sucesso. Eu não tenho nada contra o seu jeito de arrumar o cabelo ou de se vestir só não sou a favor da música mal feita.
Estamos chegando em uma era onde Justin Bieber é um ídolo e Van Halen não tem uma gravadora. Onde Lady Gaga é sensação e Michael Jackson é apenas passado. O que vai ser da música quando os caras que deram o sangue pra isso virar algo respeitado e sério, morrerem? Será que vamos ter que ver Lady Gaga e Justin Bieber no Rock'n Rio?
A onda emocore tomou conta de tudo. A moda agora é ser adolescente, ter o cabelo liso jogado pra um olho e ter vozinha de viado. O principal cade? A música, a teoria, a musicalidade, a composição, a criatividade. Isso é coisa de velho, passado... Pra que estudar música se eu sou bonitinho e tenho meu pai pra me bancar, me colocar nas telinhas de malhação? Fiuk ? ''Você pode até tentar fugir mas pra sempre vai estar aqui no meu coração''. Eu acho que nem a Britney Spears consegue ser tão feminina. Minha indignação segue firme e forte porque feito uma besta eu me dedico, estudo, e ralo pra ser um músico decente. Aí o que mais tira a força das nossas pernas (Falando por músicos que SÃO músicos) é ficar a vida toda dedicando e esforçando pra compor algo diferente, fazer algo novo e bem trabalhado enquanto um grupinho de ''garotos'' montam uma banda com nome de CINE e o Luan Santana tenta acabar com nosso planeta com seu meteóro da paixão.
OMB. Pra quem não sabe a OMB é a Ordem dos Músicos do Brasil, um órgão tão importante (ou deveria ser) quanto a OAB, pelo menos na OMB a galera cria alguma coisa e sabe falar e escrever. Bom, o fato é que por que pouca gente sabe da existencia da OMB? Quantos músicos na terra do pequi são certificados e registrados na OMB? Acho que poucos, pelo fato de que nem os próprios músicos levam ela a sério. O pessoal lá de dentro não leva a serio o trabalho deles e dos músicos, não dão os devidos privilégios e respeito que os músicos deveriam ter. Estamos onde nem o órgão musical se respeita... como podemos esperar alguma coisa da música?
Essa postagem é só pra tentar mostrar um pouco da minha indignação pelo fato de eu fazer a
música com amor, e com respeito. É horrível ver gente cuspindo, rindo e zombando de algo que você
dedicou a sua vida pra fazer bem. Acho que o ideal é continuar lutando e ter esperanças de que a
galera estude, dedique, e faça a música com respeito. Esquecer um pouco a fama, dinheiro e drogas.
Acho que isso já seria um grande começo.


Espero que isso faça alguma mudança, mesmo que pequena. Profissionais da música merecem seu valor.
Abraço a todos!!!



comentários: 10

Dalmir Júnior :

Aplaudo a sua postagem!

Falou bem, concordo com o seu protesto.
O comentário anterior ao meu deixou bem claro os guerreiros do mercado musical.

Infelizmente o reconhecimento chega a poucos.

Continuem na luta.
Não sou da área musical, porém, aprecio o esforço e trabalho de todos.

Abraços!

Amaury Neto :

Concordo em partes, acho que poderia aproveitar o espaço também para dar os parabéns aos poucos que ainda nos restam que sabem e fazem musica com amor, com estudo, com teoria e com a vida.
Alguns exemplos são, Camila Faustino(Mpb, Bossa e samba), que mostra que além de ser um belo rosto e uma bela voz, tem um ótimo gosto musical e muito amor no que faz; João Garoto(Samba, bossa, bolero) sambista de primeira mão, ótima referencia musical, e a musica é sua vida, quem tem contato com ele pode perceber isso; Nilton Rabello( Mpb, Bossa e Samba) tem um diferencia em teus cds que é a mistura de ritmos e uma bela voz que acompanha a otima referencia musical que teve; Entre tantos outros dessa area como: Cesinha Canedo, Henrique, Xexeu, Julio Spicacci, Bororó,.
Em outros estilos, podemos citar Emidio Queiroz, um dos melhores guitarristas do Centro-Oeste e sua banda Excalibur, os garotos da banda Reinforce, nossoa amigos da Justo! e da The Volve entre varios outros que estão perdidos e lutando de bar em bar e de festival em festival.
Isso só aqui na terra do piqui, fora acho que são todos que vou cometer MUITA falha de esquecer varios se eu disse que citarei todos. Mas, vou citar alguns: Lulu Santos, Biquini Cavadão, Leoni, Leo Jaime, Rita Lee, Toquinho entre varios outros, dos menos famosos, porem não menos merecedor de estar nesta lista, os grandes musicos e amigos da banda Malibu.

Deixo aqui meu apoio ao protesto feito e meus parabéns aos acima citados e tb esquecidos por minha fraca memoria.

Lembrando que não sou musico, nem vivo da musica, mas para mim, musica é tudo, é minha vida e não vivo sem ela.

Musica é vida, e como diz Bruno Gouveia, "Musica tem que ser feita com a cabeça, e não com a Bunda!"

Rafael Albuquerque :

Nós tivemos um problema muito grave na história do Brasil. O país não estava preparado para ser um país democrático. Não que eu apóie a ditadura, de forma alguma. Mas o país não era educado para ser um país democrático. Os anos 80 foram marcantes para o início de um declínio da educação que teve o seu ápice no início do século XXI. Os líderes políticos do Brasil não queriam perder o poder que conquistaram. Por isso, investiu-se cada vez menos em educação, elitizando-a por completo. A escola pública, que era freqüentada por pessoas de alto nível, começou a perder força e virar um problema. Tanto que, ao final da década de 90, ninguém mais queria ser professor. Foi preciso fazer um plano para diminuição do preço dos cursos de licenciaturas para trazer novos adeptos à causa. Esse problema na educação se espelhou na literatura e em nossas músicas. Tenho a certeza de que isso mudará em menos de 15 anos. Sem leitura, sem cultura, o país se afundou com “músicas descartáveis”. Hoje em dia, é fácil notar o que é uma música descartável. Ao ouvirmos um carro passando com uma música no rádio, um rock antigo (com mais de 20 anos), pensamos: nossa! Essa música é linda... Faz-me lembrar de algo, ou de alguém. Agora, quando ouvimos alguém com músicas do carnaval passado, ouve-se o comentário: nossa! Esse cara está atrasado. É simples saber o que é música boa... Entre quibes, manivelas e mulheres-frutas, ela sobrevive ao tempo...

Henrique Bonadio :

O problema é o seguinte.
Sempre houve um controle do mercado por parte das gravadoras. Geralmente, apenas com o investimento delas, se conseguia algo. A diferença dos tempos de música boa pra hoje é a seguinte. Hoje, as gravadoras descobriram que um cara bonitinho vende mais que uma música boa. Então, começaram a contratar Fiuks à Van Halens, Justin Bibers ã Michael Jacksons, e por aí vai.
Talvez a salvação esteja em outra mudança recente. Hoje, eu não preciso de uma gravadora pra chegar até você pelos meios convencionais - radio, tv. Eu posso chegar a voce pela internet.
Espero que isso seja suficiente pra não deixar a boa música morrer.

cassio :

bem, ñ sou músico e nem entendo muito do assunto,,
creio q ditar conceito de moda e comportamento esta bem ligado ao artista pop de um modo geral,,
ñ faz diferença se é gay ou ñ, aliás a sexualidade de uma pessoa ñ define o profissionalismo da mesma,, (NADA A VER)
quanto a questão, ser um músico com habilidades e técnicas de verdade, concordo plenamente!

Arthur :

Obrigado pelos comentários! Ajudem a divulgar o blog, eu espero que faça alguma diferença!

Arthur :

Só deixar claro que eu não tenho nada contra opção sexual de ninguém, o lance aqui no blog é totalmente virado pra música. O que eu quero dizer é que hoje em dia a galera está VENDO mais e OUVINDO menos. O importante hoje é coisa NOVA, carinha NOVA. Não importa mais se o som é bom ou não...essa foi a idéia do Post! Só pra esclarecer pro Cassio, obrigado pelo comentário!

Jarina ઇ‍ઉ :

O que não podemos é deixar que bons músicos e artistas de qualidade desanimem. Infelizmente hoje para estar na mídia e fazer sucesso é preciso ter dinheiro e influência e não talento.
Nossas crianças e jovens ficam reféns da televisão e das rádios e o que escutam repetidamente passa a moldar seu gosto musical (se é que podemos chamar alguns destes ruídos e gemidos de música). Nossa, como tudo era diferente nos anos 80!

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